Contos republicanos: Voltando ao topo da cadeia alimentar

Brincadeirinha... rs

Tudo começou com uma despretensiosa “geralzinha” de fim de ano na república. Varrer aqui, passar pano ali, dar um jeitinho na cozinha, na geladeira… Mari tinha deixado um bilhete no qual contava a triste história de seu café da manha:

Mari acordou feliz e contente cantarolando Los Hermanos. Abriu a geladeira e pegou a caixa de leite. Assim que se virou, se deparou com o estado deplorável da lixeira. Vermes… Em todos os lugares. Dentro, fora, pequenos e gorduchos. Botou a lixeira do lado de fora, varreu os vermes do chão e saiu correndo atrasada pro estágio (depois de deixar um bilhete na geladeira relatando o ocorrido).

Comecei devagar. Varri a casa, arrumei a sala, tirei o pó das coisas. Cheguei na cozinha finalmente. Foi arrastando o armário que eu vi quão calamitosa era a situação. Os bichos estavam criando viveiros embaixo de tudo que fizesse sombra. Armários, geladeira, fogão. Como eles foram parar ali sem ninguém ver? Algumas horas depois do susto, chegou reforço. A Vanessa se muniu de vassoura e sabão e foi pra área de serviço. Eu já estava até lavando a geladeira. Vai saber.

Uns 5 quilos de comida estragada esquecida na geladeira depois, Vanessa me solta um grito digno de filme do Hitchcock. Deu de cara com uma lacraia mutante. Fui lá dar uma força pra amiguinha. Mesmo com o nariz entupido, era nítido pra mim o cheiro típico de beira de valão. Tinha um aglomerado de panos de chão apodrecidos num cantinho esquecido. Fui lá, recolhi os pedaços de pano pra jogar fora, achei o alvo, imobilizei com baygon e depois de bem desorientada, a lacraia ficou vulnerável o suficiente pra que eu pudesse decepá-la com a pá de lixo sem grandes dificuldades.

Não citei, mas é claro, as baratas já viraram pinto perto do ecossistema que tem se formado na casa. Era uma barata pra cada 10 vermes e 3 baratas pra cada lacraia. Mas elas morrem rapidinho com baygon (ao contrario dos vermes, lacraias e lagartixas super-resistentes). Se eu fizesse uma faxina dessa todo mês, a próxima vitima do baygon seria eu. Deus me castigaria com passagem direta pro inferno pelos homicídios em larga escala também.

Certas faxinas a gente só faz uma vez na vida (EU ESPERO). Mas é bem recompensador. A casa ficou até bonitinha. Agora não precisamos mais chamar a defesa civil pra nos resgatar caso os bichos fizessem um motim e a vigilância sanitária não chegou a tempo de nos multar. Só restou uma duvida: De onde os vermes vem? Para onde os vermes vão?

Tava mais ou menos assim...

Anúncios

~ por maiahloren em 26/12/2009.

7 Respostas to “Contos republicanos: Voltando ao topo da cadeia alimentar”

  1. huaahauhhiauahuahah a combinação do texto com as figuras ficou legal!

  2. Caraca, marrie, imaginei a cena!
    Q nojooooo!!

  3. hum………………..

  4. credo formiga ñ tem a capacidade de fazer umas coisasa dessa mas q formiga daraiva isso é verdade

  5. vc q postou isso é muito louco

  6. kkkkkkkkkkkkkkk da hora gostei

  7. kkkk’ que legal!Gostei das duas tirinhas!!kkkkkkkkk’

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: