Respeitar a si mesmo
















As pessoas se programam para o futuro. Fazem concessões, arriscam coisas importantes e abrem mão de outras, se esquecendo que esse futuro começa daqui a 1 segundo. Ops, chegou. O futuro não existe. O que existe é um presente completamente comprometido por afazeres, rotina corrida, tempo curto, pouca grana. Sempre em busca de uma qualidade de vida pro futuro … que nunca virá! A vida tem que ser agradável a partir de agora, em cada instante que se vive.  A vida não para em nenhum momento pra que possamos fazer planos, sacrifícios e concessões, pra de repente quando você finalmente alcançar o que desejava (estabilidade financeira por exemplo),  a vida recomece de onde parou. Quando você parar pra olhar, ela já foi. E você vai estar velho, no fim da vida, sem ter percebido em nenhum momento o quanto não aproveitou e não se permitiu ser feliz na maior parte do tempo, o quanto não viveu sua vida. Talvez tenha vivido a vida dos outros, ou tenha vivido a vida de alguém completamente diferente da que você queria chamar de “sua”.


Vendo por esse ângulo, o passado sim existe. Não por causa das lembranças em si. Estas, vc pode optar por esquecer. Mas há conseqüências irreversíveis para alguém que não viveu bem a vida. Podem ser conseqüências psicológicas, mentais, ou mesmo algo que se reflete na sua saúde. Talvez no seu relacionamento com as outras pessoas. Enfim… Um passado mal aproveitado se faz presente e influente na vida de alguém. Um futuro supostamente próspero e abastado não.


Certa vez, vi um palestrante resumir nossa satisfação pessoal em três itens: situação financeira, prestígio social e qualidade de vida. Para estar satisfeito seria preciso encontrar o equilíbrio entre elas. Não sei se concordo tanto com o lado do prestígio social. Não pensei sobre isso, mas com certeza é preciso encontrar um equilíbrio entre as finanças e qualidade de vida. Augusto Cury em “O vendedor de sonhos” diz: “alguns pagam muito pra conseguir viver ‘emoções’, mas vivem angustiados. Outros se desesperam por fama e reputação mas morrem entediados. Outros buscam aventura, mas se dissipam no dia seguinte”. As vezes me insatisfaço com alguns aspectos da profissão que me propus a seguir e me pego pensando: se eu fizer algo que me dê bom retorno financeiro, posso me livrar do fardo do trabalho e descontar tudo em compras, viagens e conforto. Mas veja que pensamento pequeno esse meu. Me livrar do fardo? Eu preciso encontrar algo que me faça bem em todos os momentos. E não algo do qual eu precise me livrar!


É preciso RESPEITAR-SE. É preciso respeitar suas necessidades físicas, mentais e psicológicas. É preciso respeitar seu próprio tempo pra realizar suas tarefas. É claro que vivemos em uma situação em que todos nos cobram um mundo de coisas, e precisamos nos adaptar a isso. Tudo bem, é parte das dificuldades da vida. Mas não precisamos começar a cobrar um mundo de coisas de nós mesmos! Respeite sua fome, seu sono, seu cansaço, seu momento de lazer, sua saúde, respeite a si mesmo quando escolher sua profissão, quando escolher seu cônjuje, seus amigos… Não faça escolhas que lhe tragam insatisfação em troca de algum benefício. Pese bem o custo benefício destas decisões. Dê algum espaço pra sua “qualidade de vida”.


Há pouco dias atrás, pedi desligamento do meu estágio. Tinha feito planos importantes com o dinheiro que ganharia em um ano. Mas 12 horas semanais de trabalho que me traziam estresse, cansaço, fome, sono constante, projetos de graduação inacabados e notas que não me satisfaziam, deixaram de fazer valer a pena a remuneração mensal. Por mais que eu ainda não saiba como fazer pra compensar essa falta, vou descobrir meus meios. Cury também disse nesse mesmo livro: “compreendo minhas extensas limitações e ao me deparar com elas, deixo de ser deus e liberto-me para ser apenas ser humano.”


Encerro meu “respeitoso” discurso dizendo como eu tento achar meu equilíbrio. São regras simples:


Não fazer mal a si mesmo
Não fazer mal aos outros
Cuidar da saúde
Aprender a ganhar dinheiro
Ensinar essas regras aos filhos e a quem mais der.


Há muito não escrevo um texto assim. Quando na verdade meu desejo quanto a esse blog, é que a maioria dos textos fossem desse tipo. Não sei se é isso que o Cury quis dizer com “vender sonhos”, mas sempre foi isso que eu quis fazer aqui.

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~ por maiahloren em 24/11/2009.

4 Respostas to “Respeitar a si mesmo”

  1. SABEDORIA DOS MESTRE II
    Segundo os mestres, o conhecimento é um estado divino e a maior alegria está em Ser e só se consegue Ser, através da experimentação prática do conhecimento. Assim evoluímos do conhecimento para a experiência objetivando Ser, a Tríade tão proclamada: Pai, Filho, Espírito Santo – Deus – que tudo sabe, tudo faz e tudo pode.
    Nosso criador demonstra seu amor através de cada um de nós, suas criaturas e a experimentação deste amor, pressupõe a experimentação do desamor.
    As coisas são como são e não como julgamos em nosso provisório julgamento como elas sejam.
    Os mestres repetem com muita freqüência que nós não poderemos, porque já podemos; que não teremos, porque já temos; que não seremos, porque já somos.
    É na descrença desta incrível promessa que reside nossas incompreendidas frustrações.
    Podemos entender melhor o relacionamento da Santíssima Trindade como: o que dá origem a, o que se origina de e o que é, como o modelo, a assinatura de Deus, encontrada na esfera divina, segundo os mestre que têm nos visitados através dos séculos e milênios.
    A maior parte da nossa experiência se processa no campo dos relacionamentos inferiores, onde nada pode existir sem seu oposto; enquanto no campo dos relacionamentos sublimes, nada que existe tem oposto, tudo é unidade.
    O que chamamos de passado, presente e futuro, existe em inter-relacionamento, não são opostos mas partes de um mesmo todo que devemos vivenciar como presente, como o agora, ciclos da mesma energia, aspectos da mesma verdade.
    Os mestres nos informam ainda que o mundo se encontra nas condições atuais, porque não poderia ser de outro modo e continuar existindo o espaço inferior da materialidade, onde se processa a experimentação dos opostos, para demonstração e comprovação daquilo que cultuamos como verdade.
    O que chamamos calamidades são movimentos naturais das polaridades opostas, ciclos de nascimentos e mortes, como ciclos de vida e tudo na esfera inferior está sujeito a estes ciclos, porque a vida é um ritmo, uma onda, uma vibração, no coração do Tudo que é.
    Não podemos adoecer sem, de algum modo, procurar a doença e podemos ficar sadios novamente, decidindo por isso. Uma calamidade mundial é o resultado de uma consciência mundial.
    Os mestres informam que Deus não escolhe estes eventos. Ele apenas nos observa provocando-os e não nos impede de promovê-los, porque isto nos privaria da experiência que Deus permite às suas criaturas, para que atinjam á unidade com Ele.
    Logo, evitemos considerar de ruim o que acontece no mudo em que vivemos mas questionemo-nos sobre o que consideramos ruim e o que podemos fazer para mudar; que parte do nosso Ser, Consciência Pura, deseja experimentar como mudança, diante da calamidade que se apresenta, porque a vida é um instrumento de criação.
    Atualmente, agora, palas informações que temos, podemos entender a vida como um instrumento de criação e todos os eventos que nos afetam, do mais agradável ao mais catastrófico, se apresentam como oportunidades para decidirmos e demonstrarmos o que somos ou o que queremos ser.
    Portanto, inexiste vítimas; apenas criadores, e todos responsáveis. Os mestres que nos têm visitado através dos séculos e milênio não se sentiram vitimados com os acontecimentos em que se envolveram, muito embora alguns deles tenham sido crucificados.
    Daí a necessidade de aproveitarmos as oportunidades que se apresentam para nos tornarmos criadores de um mundo melhor, para nele habitarmos e nos tornarmos fonte de recursos promotora de mudanças considerada e respeitada como modelo de referência adequada.
    Para tanto, impõe-se cultivarmos saúde física e mental plena para agir, a obtenção de recursos financeiros, intelectuais e espirituais para apóia nossa ação, amor incondicional para humanizar nossos atos, desenvolvimento da inteligência com o desenvolvimento de neurônios que nos permitam distinguir as pequenas mudanças que ocorrem em nosso ambiente de vida aliada a uma perseverança obstinada na consecução de nossos objetivos e a uma tolerância irrestrita para com os resultados indesejáveis, desenvolvendo a criatividade para fugir da rotina e tornando nossas ações um objeto de prazer e também o desprendimento para partilhar nossas ações com quem peça, precise e mereças, sem julgamentos preconceituosos.
    Este último parágrafo faz parte de minha reflexão matinal
    JF

  2. O autoconhecimento faz parte da vivência diária consigo, ser respeitado é muito bom, mas não existe nada melhor do que SE respeitar. Adorei a tua escrita!

  3. Nossa fazia tempo q eu não passava por aqui… Belo texto! Não desista de vender seus sonhos! =) Grande beijo!

    P.S.: Quem são esses “mestrres” que tanto nos falam nessa resposta aí em cima? =P

  4. A SABEDORIA DOS MESTRES

    Os mestres nos informam que a a vida é um acumulado de experiências existenciais, objetivando alcançar a suprema glória do que queremos ser, num pendular eterno de um processo de experimentação infinito daquilo que somos.
    Nesta infinita caminhada estamos sempre querendo ser mais, sempre mais, e, conseguido o objetivo de ser, deixar de ser, para iniciar um novo processo em busca do que queremos ser.
    Atribuímos ao nosso criador todo poder e toda glória e como herdeiros naturais destes atributos, vivenciamos continuamente um eterno processo de demonstração experimental desta consecução
    A essência divina que nos anima é tudo, sabe tudo, pode tudo.Todavia, o ser, o saber e o poder, carecem de experimentação prática, para que demonstremos como consecução objetiva o que concebemos em pensamento.
    O pensamento é o passo inicia da criação. Tudo que existe foi em algum momento concebido primordialmente em pensamento. Segundo os mestres, Deus Pai é pensamento e seu pensamento é a origem de todas as coisas que existem.
    Estamos sempre nos questionando com relação a criação divina. Se Deus é perfeição, por que tanta imperfeição no mundo por ele criado?
    Deus não demonstra sua bondade criando apenas o que e bom, segundo nosso provisório julgamento. Para termos a experiência do que é bom precisamos de seu oposto; para sentirmos o benefício do amor, faz-se necessário a experiência do desamor.
    Fora do absoluto, conhecimento puro em estado de divindade, uma coisa só existe porque existe seu oposto em contínua experimentação do conhecimento puro para comprovar o enunciado axiomático.
    O conhecimento puro é uma espécie de estado divino que se apresenta como tese, para a elaboração de uma síntese através da antítese, que é seu oposto e a suprema glória é a comprovação do conhecimento através da experimentação. Em outras palavras, aquilo que queremos ser, numa contínua recriação do que somos. Nisto reside a grande trindade: Conhecimento pré-existente, experimentação e realização, ou consecução.
    Deus é o Pai, o conhecimento, o Filho é a experimentação e o Espírito Santo a comprovação do conhecimento através da experimentação, daquilo que queremos ser. – Um criador semelhante a quem nos criou.
    Nisto está o que dá origem a, o que se origina de e o que é Ser, consciência pura.
    A realidade trina existe nos relacionamentos superiores, onde temos o aqui, consciência pura; o lá; o outro, que se opondo ao que queremos ser, testemunha nossa existência e, o espaço do meio, onde interagimos e processamos a experimentação da vida, para nos recriar e ser o que queremos ser.
    E no espaço do meio que geralmente nos perdemos num relacionamento inferior de caráter dualista do certo/errado, do bom/mau, do grande/pequeno, preto/branco, quente/frio, induzidos que fomos por quem orientou nossos passos no início de nossas existências e nos levaram a assumir papéis ditados por concepções e conveniências alheias ao nosso aqui, Consciência Pura do Eu Sou.
    A vida é um constante pendular entre os extremos; todavia, entre o preto e o branco existe o cinza.
    Tenhamos em mente que a vida é um campo expeimental como um instrumento que nos permite demonstrar, experimentalmente o que somos ou o que queremos ser.
    Voltaremos ao assunto, se…

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