O relógio mais lento, ou o que corre ao contrário?

 

 

 

Não é a toa que esse filme foi o primeiro que me fez sair correndo pro cinema. Poucas coisas são tão prazerosas quanto ver o Brad Pitt rejuvenescer chegando ao auge dos 49 com a virilidade dos 25. Uma menina não agüentou e gritou: “LINDOOOO!”. Havia um grito implícito em cada uma de nós naquela cena. Era perfeitamente perceptível.

Não podiam ter arrumado uma atriz mais chocha não?

Não podiam ter arrumado uma atriz mais chocha não?

 

Cena tão memorável quanto as lições que aprendi:

 

1-    Um raio pode não cair no mesmo lugar duas vezes, mas numa mesma pessoa… talvez…

2-    Desde que o mundo é mundo a vodca tem um alto teor de álcool, as pessoas se embriagam em algumas noites de suas vidas e o caviar… é caviar.

3-    E mesmo que meus relógios corram na direção certa, eu preciso perder o medo de estar sozinha, longe de tudo e de todos quando for preciso.

 

Talvez ter ido ao cinema sozinha pela primeira vez, justamente pra ver esse filme, signifique alguma coisa. Diria até que é o melhor filme que já assisti nesses meus humildes 21 anos. Benjamin é livre, desprendido de qualquer lugar, meio social, situação financeira e até das pessoas, por mais importantes que elas sejam. Elas não deixam de ser importantes por estarem longe. Até porque é só quando estão longe ou se vão que mostram o quanto o são. Ele era desprendido até do tempo que lhe restava.

 

Uma vez o personagem de um livro que eu li precisou buscar a lembrança mais feliz em sua memória pra poder escapar de uma morte iminente. Tinha que ser uma lembrança suficientemente significativa pra isso. Eu que achei que não tivesse nenhuma de tal calibre, descobri agora que foi uma despedida a melhor delas.

 

E eu que sentia vontade der rir muito mais do que o silêncio de todos me permitia, não estranhei ao notar tanta fungação no fim da sessão. Confesso que também descobri os efeitos inúteis de quem tenta segurar as lágrimas. Mas me reservei aos momentos particularmente significativos pra mim.

 

O fim? Não vou contar, mas usaria algumas palavras do grande mestre Coringa pra descrever (que Deus o tenha, porque outro como ele não vai existir): “A noite é sempre mais escura antes do amanhecer” (ou algo do tipo). E apesar de sempre ter me irritado com a não pluralidade da palavra, os 13 Oscar ao qual o “Curioso Caso de Benjamin Button” foi indicado, mostram que certas obras realmente não tem plural, são de fato únicas.

Tá eu sei que é outro filme, mas po… meu ídolo cara.

 

 

 

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~ por maiahloren em 01/02/2009.

Uma resposta to “O relógio mais lento, ou o que corre ao contrário?”

  1. Praticamente o José Wilker falando sobre cinema durante as cerimônias do Oscar!Texto excelente!(como sempre,né?!)
    Coringa é ídolo!!!”Why so serious?!”…ele ganhou o Oscar!!!!
    Concordo,”O curioso caso…”está ,com certeza, na galeira dos melhores filmes que já vi!

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