Geek Evening

Eu estava subindo para o andar da praça de alimentação quando me rendi ao impulso de entrar na livraria. Os livros… Me dão medo. Têm tanta coisa a dizer que me sinto inferiorizada por eles. Me olham como se eu fosse uma criança. O fato é que eu fico pouco à vontade com tantos deles a minha volta. Sem contar que não são todos que me atraem quando lidos. Como descobrir pelo menos um que faça valer a pena os reais gastos? Nessas horas o título conta muito. Acho que quando eu escrever um, vou passar mais tempo escolhendo o título do que escrevendo texto em si.

Fugi da seção de auto-ajuda como quem corre de ladrão. Me parecem os mais oportunistas e repetitivos que existem, mas não me dêem ouvidos porque nunca passei da metade de todos que vieram às minhas mãos. “Artes”, “Política”, “Medicina”… Esse último abrigava entre outros um livro intitulado: “ Como escolher o nome do seu bebê” (ainda me pergunto o que isso tem a ver com Medicina). Passei os olhos na seção infanto-juvenil… Cheia daqueles livros que eu quis ler toda minha adolescência… Mas tinha vergonha de ostentar nas mãos um “Gossip Girl” da vida. No meio deles vi o título que mais me chamou atenção: “Diário de um banana” com uma capa infantil, parecia engraçado e interessante. Abri e nas primeiras linhas lidas aleatoriamente, soltei risadas. Me ganhou.

diário

Entretanto eu precisava de um livro além daquele que disfarçasse na hora de passar no caixa. Os que pareciam mais interessantes eram exatamente os best sellers. Acabei escolhendo um deles… Foi o que me pareceu menos dor de cotovelo ou dramático. Fui no caixa (a moça soltou uma exclamação de curiosidade ai ver o diário do banana). Além deles, levei uma caneta… Meus dedos coçavam pra escrever isso aqui. A fome continuava. Fui à praça de alimentação.

Meus amigos se orgulhariam se estivessem me vendo nessa noite cult. Fazendo compras na livraria e lanchando no Mc café… Sem preconceitos por favor. Pode ser uma filial da Super Mc, mas me deram um par de talheres pra cada croissant em pratos quadrados, sem contar com o ambiente que remete a algo parecido com pubs ingleses. Era perfeito pra ocasião. Eu queria comer sossegada num lugar em que desse pra escrever e ler alguma coisa do diário do banana.

Pensando bem, meu jantar custou R$6,50, foi deliciosa e me deixou satisfeita. O MC de chocolate que estava escrito no meu croissant me inibiu de início. Não gosto da idéia de pagar pra fazer propagandas, mas como era de comer, eu comeria a propaganda antes que alguém visse. Pensando melhor ainda, se algum dia eu tivesse almejado a posição de “Mc escrava”, gostaria que fosse no Mc café. A atendente sequer pergunta: “Algo pra beber?”, “Mais alguma coisa?” Eles devem partir do pressuposto de que se o cliente não pediu mais nada, é porque ele não quer, ou ta de pãodurisse… E sendo a segunda opção eles preferem nem saber.

Mas eu vou parando por aqui antes que a moça seja obrigada a me fazer essas perguntas. Uma forma educada de dizer: “consuma ou dê espaço pra outros consumirem”

Obs: Depois de tudo isso ainda achei uma super promoção! E terminei de ler o diário, que de fato fez valer os reais gastos!

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~ por maiahloren em 07/08/2008.

Uma resposta to “Geek Evening”

  1. Depois conta como é o livro pra ver se vale à pena mesmo…

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