Amém

•10/05/2012 • Deixe um comentário

A coisa toda era de uma leveza sem igual. Como já descrito nesse blog anteriormente. E contrastava com um peso sem tamanho, também já descrito aqui através do conto do anjo suicida. Eu ia do céu ao inferno em 3 segundos e vice-versa.

Amar é assim. Pelo menos pra mim foi. Até o dia que não foi mais.

Montanha russa acaba com um. Ainda mais eu que odeio esse tipo de brincadeira radical. A mente cansou, o corpo caiu fatigado, parecia que o coração tinha parado de bater. E parou mesmo. Mas parou tempo suficiente pra ainda ser resgatado aos trancos e barrancos com cordas de perdão e nas correntes, elos de arrependimento.

Arrependimento. O maior poder que temos nas mãos, mas dificilmente sabemos usar. Segundo todas as religiões cristãs, basta se arrepender e você terá o reino dos céus.

Hoje o coração bate mais compassado, mais calmo, sem se atrever a subir tão alto, mas principalmente sem descer às grandes profundezas .

Nos arrependemos. E desejamos sim o reino dos céus.

Então, QUE ASSIM SEJA. Sigamos com fé e principalmente: AMOR.

Em busca da Despedida perfeita.

•31/01/2012 • Deixe um comentário

O tempo limite pra luto esgotou.

 

Deixe-me ir. Preciso andar. Vou por aí a procurar. Rir pra não chorar.

Se pequei foi na vontade de ter um amor de verdade. Pois é que assim, em ti, eu me atirei e fui te encontrar, pra ver que eu me enganei.

Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem. Então o que resta é chorar. 

Vida que segue. O que passou, passou. Preciso acreditar que os erros nos fazem acertar. Nada de drama ficar me culpando, chorei o que tinha pra chorar. Nunca é tarde pra tentar, vou mudar as coisas de lugar.

Achei que nossa história nunca pudesse chegar ao fim, mas chegou, acabou, é hora de dizer adeus. Vacilou, terminou, e o culpado não fui eu.

Dai-me outro viés de ilusão. Pois minha paixão tu não compras mais com teu olhar, leva esse sorriso falso embora.

Eu sei foi um doce te amar. O amargo foi querer-te pra mim. O que eu preciso é lembrar, me ver antes de te ter e de ser tua.

Não adianta mais ensaiar coisas pra falar, nem ter sonhos ouvindo minha voz. O clichê foi clichê demais.

Nem soh de amor se vive uma relação. Fiz meu silencio de mulher, e dei os todos os SINAIS que pude dar. Pintei ate as unhas de café e olhei para o nada.

E agora o que sobrou: Um filme no close pro fim.

Já não tem mais hora, nem lugar…

Pois é, não deu. Deixa assim como está, sereno.

Todo carnaval tem seu fim.

Eu to de volta, chega de sofrer chega de chorar.

I’m Back in Black. 

 


Sacrifício de Anjo

•12/12/2011 • Deixe um comentário

Eu sei que já toquei nesse tópico, mas nenhuma cena retrata tão bem o que se passa dentro de mim agora:

 O Nicolas Cage sobe no alto de um prédio em construção e…  se joga.

O “anjo suicida” (agora não mais anjo) acorda com os gritos dos trabalhadores da construção. Todos exaltando a sorte do mais novo Humano na Terra. Ele havia caido numa espécie de rede que impediu que ele se esborrachasse morto no chão.

Sorte que nada. Eh que na história, pra anjo deixar de ser anjo, ele tem que…

Se jogar.

Mas o que levaria um anjo a cometer um ato “suicida” e virar um mero mortal?

Amor.

A noite fica mais sombria antes do amanhec

•28/11/2011 • Deixe um comentário

Na vida, eu imagino que a maior parte das pessoas passe por uma situação  difícil de se superar. Às vezes o tempo e a distância dos problemas fazem a gente esquecer e seguir a diante. Às vezes não existe tempo ou distância e a necessidade de superação se torna diária.

Independente de como for, peço que Deus me permita aprender a não guardar rancor ou qualquer outro tipo de sentimento que não seja o que o Senhor creia que deva me povoar. Peço também que me dê discernimento e sabedoria nas horas em que eu precisar e principalmente, me dê capacidade de aprender com as dificuldades e erros cometidos.

Dizem que Deus dá o frio de acordo com o cobertor e eu acredito nisso. Mas eu ainda diria que ele dá o frio pra descobrirmos o que vem depois dele.

Eu não sei de fato quantas lições eu devo aprender na vida ou quantos “invernos rigorosos” ainda hão de vir pra que meu espírito possa prosseguir num caminho de evolução, mas sinto que devo agradecer pelas tempestades que há pouco caíram e as chuvas torrenciais com as quais sabe-se lá até quando ainda vou ter que lidar.

Foi como estar à noite sozinha sentindo o frio cortante da chuva e logo em seguida ver a chuva dar lugar a floquinhos sutis de neve caindo ao meu redor enquanto o sol começava a me aquecer.

 Descobri o meu amanhecer.

Descobri um amor maior que eu.

Obrigada a todos que de uma forma ou outra me ajudaram a descobri-lo.

Do fundo do meu coração.

Acordar pra si

•04/02/2011 • 1 Comentário

E se você fosse embora da sua cidade, deixasse os amigos pra trás, perdesse o contato quase completo com todos e os reencontrasse 10 anos depois?

Isso aconteceu comigo.

Nós tinhamos não mais que 14 anos quando eu me fui. Tivemos alguns contatos superficiais ao longo dos anos. Nesse retorno, foi estranho olhar pra minha amiga de tanto tempo e não reconhecê-la. Admitir que já não sei quem ela é. Foram muitos anos. Como se a distância, o tempo e a falta de contato não fossem suficientes, some a isso tudo, o fato de termos passado da pueril e instável adolescência pra idade adulta com toda sua descarga de personalidade recém formada.
Era como olhar pra outra pessoa. O que nao deixou de ser verdade (até fisicamente as mudanças foram bruscas obviamente. Pra nós duas).

Mas lá estava eu. Fui parar inusitadamente na festa de bota-fora dela. Vai se mudar do nordeste, voltar com a família pra BH (sua cidade de origem, diga-se de passagem). Dei de cara com aqueles olhos claros, vivos e atentos de sempre. As mesmas expressões de 10 anos atras. Os cabelos… exatamente iguais ao da época: um encaracolado displiscente. Falava com aquele sotaque eternamente mixado entre o mineirês e o paraibano. Nós duas claramente não tão confortáveis com o simples fato de não nos conhecermos mais e também com o fato de nos conhecermos há tanto tempo. Cumprimentei a mãe que demorou pra associar a moça de agora à garotinha magrela de anos atras.  Além disso, conversei com a irmã, que me atualizou sobre os quês e porquês da mudança.

Em um dado momento, o palco, antes despercebido por mim, se tornou meu foco de atenção e surpresa ao vê-la subindo e abrindo o zíper de uma capa de instrumento. Guitarra em punhos, eu simplesmente a reconheci. Foi como vê -la com 1,50m mais uma vez. A banda se posicionou ao redor dela com toda aquela intimidade de quem compartilha um com o outro o que mais gosta de fazer. Os primeiros sons emitidos ainda em fase de testes revelaram de cara a tendência ao rock. Já as brincadeirinhas com a platéia revelaram o perfil tímido-espontâneo da menina.

Foi quando lembrei das primeiras notas que ela tão concentradamente emitia naquela época, naquele violão quase do tamanho dela. O cabelo preso, o anel que ela usa até hoje, a vaidade despojada que ela já exibia aos 11 anos. Calhou com o momento em que ela propria ironizou o vestido e o par de sapatos de salto que usava no momento. Teoricamente destoando por completo da faixa da guitarra atravessada no peito. Aos meus olhos, um look alternativo. Assim como todo o rumo que a personalidade dela tomou. Ela era completamente diferente da Iara que eu tinha conhecido, mas certamente exatamente a Iara que imaginei um dia, que ela fosse ser.

Vê-la se deixando levar pelos próprios acordes só me refrescou a memoria pra uma das melhores sensações que já saboreei: Me bastar. Imagino que todos deveriam ter um momento de introspecção fazendo algo que lhe complete e dê a sensação de plenitude tão libertadora (tocar guitarra, surfar, fazer crochê, pintar, trabalhar, brincar com o cachorro…). Nesse momento, não há saudades, nem lamentação. Não é preciso família, cônjuje ou amigos… Só você já é suficiente.

Me perdi nas escalas, letras e autores das músicas, me perdi em mim, até me achar e gostar do que achei.
Obrigada amiga.
Vai ser uma pena voltar aqui e não poder contar com sua presença. De qualquer forma, algo me diz que ainda vamos nos reencontrar. Mesmo que daqui há 10 anos… =)

Meus retratos com Freud.

•31/01/2011 • Deixe um comentário

Pelo que li, me parecem ser estas as definições resumidas pra esses termos:

Id: Teus instintos mais primitivos.

Super ego: Tua moral repressora.

Alter ego: Teu “fake”. Um personagem pra você mesmo.

Ego: Quem equilibra todo mundo. Quem você é no conjunto da obra.

 

Se eu pudesse dar nomes aos bois,

Meu id seria o Nicolas Cage  em “Cidade dos anjos”

As vezes é preciso saltar.

 

 

 

 

 

 

e por vezes em “Senhor das armas”.

 

Seu inimigo não sou eu.

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu super ego seria o Shrek.

 

Eu sei que você já tá aí, mas isso não me parece muito certo...

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu alter ego seria uma pintura de Romero Britto.

 

Maiah Loren, prazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu ego seria orientado por “Maximus”, o “Gladiador”

 

O gladiador pensando em sua colheita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minhas manhãs poderiam ser o céu ensolarado de Monet,

 

Céu com aroma de baunilha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto o sereno me cobriria aos tons de azul de “Noite estrelada” .

 

Van Gogh

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E você?

Feliz é o pombo

•15/10/2010 • 1 Comentário

Uma menina, de cabelo rosa choque num show de rock, foi indagada pela repórter sobre a razão pra cor de seu cabelo:

– Por que rosa?

– É uma crítica!

– Ao que exatamente?

– A mim mesma!

Talvez ela esteja certa. Melhor criticar a si mesma que aos outros.

Mas feliz mesmo é o pombo. Vive de bobeira, tem comida fácil, não faz nada o dia inteiro… Só transmitem as doenças, ninguém quer prender ele numa gaiola… Voa!!! Cagam nos pros outros. Simbolizam a paz. E o principal… Não sente a menor necessidade de pintar o cabelo de rosa…

 

 
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