Sacrifício de Anjo

•12/12/2011 • Deixe um comentário

Eu sei que já toquei nesse tópico, mas nenhuma cena retrata tão bem o que se passa dentro de mim agora:

 O Nicolas Cage sobe no alto de um prédio em construção e…  se joga.

O “anjo suicida” (agora não mais anjo) acorda com os gritos dos trabalhadores da construção. Todos exaltando a sorte do mais novo Humano na Terra. Ele havia caido numa espécie de rede que impediu que ele se esborrachasse morto no chão.

Sorte que nada. Eh que na história, pra anjo deixar de ser anjo, ele tem que…

Se jogar.

Mas o que levaria um anjo a cometer um ato “suicida” e virar um mero mortal?

Amor.

A noite fica mais sombria antes do amanhecer

•28/11/2011 • Deixe um comentário

Na vida, eu imagino que a maior parte das pessoas passe por uma situação  difícil de se superar. Às vezes o tempo e a distância dos problemas fazem a gente esquecer e seguir a diante. Às vezes não existe tempo ou distância e a necessidade de superação se torna diária.

Independente de como for, peço que Deus me permita aprender a não guardar rancor ou qualquer outro tipo de sentimento que não seja o que o Senhor creia que deva me povoar. Peço também que me dê discernimento e sabedoria nas horas em que eu precisar e principalmente, me dê capacidade de aprender com as dificuldades e erros cometidos.

Dizem que Deus dá o frio de acordo com o cobertor e eu acredito nisso. Mas eu ainda diria que ele dá o frio pra descobrirmos o que vem depois dele.

Eu não sei de fato quantas lições eu devo aprender na vida ou quantos “invernos rigorosos” ainda hão de vir pra que meu espírito possa prosseguir num caminho de evolução, mas sinto que devo agradecer pelas tempestades que há pouco caíram e as chuvas torrenciais com as quais sabe-se lá até quando ainda vou ter que lidar.

Foi como estar à noite sozinha sentindo o frio cortante da chuva e logo em seguida ver a chuva dar lugar a floquinhos sutis de neve caindo ao meu redor enquanto o sol começava a me aquecer.

 Descobri o meu amanhecer.

Descobri um amor maior que eu.

Obrigada a todos que de uma forma ou outra me ajudaram a descobri-lo.

Do fundo do meu coração.

Eu te amo.

Meu Amanhecer

Acordar pra si

•04/02/2011 • 1 Comentário

E se você fosse embora da sua cidade, deixasse os amigos pra trás, perdesse o contato quase completo com todos e os reencontrasse 10 anos depois?

Isso aconteceu comigo.

Nós tinhamos não mais que 14 anos quando eu me fui. Tivemos alguns contatos superficiais ao longo dos anos. Nesse retorno, foi estranho olhar pra minha amiga de tanto tempo e não reconhecê-la. Admitir que já não sei quem ela é. Foram muitos anos. Como se a distância, o tempo e a falta de contato não fossem suficientes, some a isso tudo, o fato de termos passado da pueril e instável adolescência pra idade adulta com toda sua descarga de personalidade recém formada.
Era como olhar pra outra pessoa. O que nao deixou de ser verdade (até fisicamente as mudanças foram bruscas obviamente. Pra nós duas).

Mas lá estava eu. Fui parar inusitadamente na festa de bota-fora dela. Vai se mudar do nordeste, voltar com a família pra BH (sua cidade de origem, diga-se de passagem). Dei de cara com aqueles olhos claros, vivos e atentos de sempre. As mesmas expressões de 10 anos atras. Os cabelos… exatamente iguais ao da época: um encaracolado displiscente. Falava com aquele sotaque eternamente mixado entre o mineirês e o paraibano. Nós duas claramente não tão confortáveis com o simples fato de não nos conhecermos mais e também com o fato de nos conhecermos há tanto tempo. Cumprimentei a mãe que demorou pra associar a moça de agora à garotinha magrela de anos atras.  Além disso, conversei com a irmã, que me atualizou sobre os quês e porquês da mudança.

Em um dado momento, o palco, antes despercebido por mim, se tornou meu foco de atenção e surpresa ao vê-la subindo e abrindo o zíper de uma capa de instrumento. Guitarra em punhos, eu simplesmente a reconheci. Foi como vê -la com 1,50m mais uma vez. A banda se posicionou ao redor dela com toda aquela intimidade de quem compartilha um com o outro o que mais gosta de fazer. Os primeiros sons emitidos ainda em fase de testes revelaram de cara a tendência ao rock. Já as brincadeirinhas com a platéia revelaram o perfil tímido-espontâneo da menina.

Foi quando lembrei das primeiras notas que ela tão concentradamente emitia naquela época, naquele violão quase do tamanho dela. O cabelo preso, o anel que ela usa até hoje, a vaidade despojada que ela já exibia aos 11 anos. Calhou com o momento em que ela propria ironizou o vestido e o par de sapatos de salto que usava no momento. Teoricamente destoando por completo da faixa da guitarra atravessada no peito. Aos meus olhos, um look alternativo. Assim como todo o rumo que a personalidade dela tomou. Ela era completamente diferente da Iara que eu tinha conhecido, mas certamente exatamente a Iara que imaginei um dia, que ela fosse ser.

Vê-la se deixando levar pelos próprios acordes só me refrescou a memoria pra uma das melhores sensações que já saboreei: Me bastar. Imagino que todos deveriam ter um momento de introspecção fazendo algo que lhe complete e dê a sensação de plenitude tão libertadora (tocar guitarra, surfar, fazer crochê, pintar, trabalhar, brincar com o cachorro…). Nesse momento, não há saudades, nem lamentação. Não é preciso família, cônjuje ou amigos… Só você já é suficiente.

Me perdi nas escalas, letras e autores das músicas, me perdi em mim, até me achar e gostar do que achei.
Obrigada amiga.
Vai ser uma pena voltar aqui e não poder contar com sua presença. De qualquer forma, algo me diz que ainda vamos nos reencontrar. Mesmo que daqui há 10 anos… =)

Meus retratos com Freud.

•31/01/2011 • Deixe um comentário

Pelo que li, me parecem ser estas as definições resumidas pra esses termos:

Id: Teus instintos mais primitivos.

Super ego: Tua moral repressora.

Alter ego: Teu “fake”. Um personagem pra você mesmo.

Ego: Quem equilibra todo mundo. Quem você é no conjunto da obra.

 

Se eu pudesse dar nomes aos bois,

Meu id seria o Nicolas Cage  em “Cidade dos anjos”

As vezes é preciso saltar.

 

 

 

 

 

 

e por vezes em “Senhor das armas”.

 

Seu inimigo não sou eu.

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu super ego seria o Shrek.

 

Eu sei que você já tá aí, mas isso não me parece muito certo...

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu alter ego seria uma pintura de Romero Britto.

 

Maiah Loren, prazer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Meu ego seria orientado por “Maximus”, o “Gladiador”

 

O gladiador pensando em sua colheita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minhas manhãs poderiam ser o céu ensolarado de Monet,

 

Céu com aroma de baunilha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Enquanto o sereno me cobriria aos tons de azul de “Noite estrelada” .

 

Van Gogh

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E você?

Feliz é o pombo

•15/10/2010 • 1 Comentário

Uma menina, de cabelo rosa choque num show de rock, foi indagada pela repórter sobre a razão pra cor de seu cabelo:

- Por que rosa?

- É uma crítica!

- Ao que exatamente?

- A mim mesma!

Talvez ela esteja certa. Melhor criticar a si mesma que aos outros.

Mas feliz mesmo é o pombo. Vive de bobeira, tem comida fácil, não faz nada o dia inteiro… Só transmitem as doenças, ninguém quer prender ele numa gaiola… Voa!!! Cagam nos pros outros. Simbolizam a paz. E o principal… Não sente a menor necessidade de pintar o cabelo de rosa…

 

“Energia da Nossa Vila Isabel”

•16/08/2010 • Deixe um comentário



No início as cadeiras vazias criavam a expectativa. Na mesa, os instrumentos, garrafas de cerveja, copos pela metade e uma estatueta de São Jorge no centro. Primeiro surgiu uma menina mulata de aproximados 10 anos de idade, vestindo um casaco rosa e um tamborim na mão. Os outros foram chegando aos poucos e já tomando posse de seus respectivos lugares e instrumentos.

Bem próximo do grupo, havia uma senhora de vestido roxo, cabelos soltos e álcool na mente se remexendo aos primeiros sinais das batidas musicais. Do outro lado um homem alto negro retinto desfilando com sua loira reformada cirurgicamente de meia idade. Na frente deles, uma senhora de calças azul piscina e óculos escuros (apesar do breu das 8 da noite). Mais pro fundo do boteco um senhor de calças brancas, camisa estampada e um colete cinza de lã, fazendo jus ao frio da noite, riscava o salão com seus passos desequilibrados de mestre sala.

Próximo da entrada, uma senhora de calças apertadas casaco de malha e boné sambava, admirável e discretamente num canto. Próximo dela outras senhoras se esbaldavam de sambar entre as mesas e cadeiras. Uma moça filmava e fotografava a apresentação animada do grupo e a alegria dos fregueses. A mulher de roxo gritou aos 4 ventos entre uma música e outra: “Isso aqui é Vila Isabeeel!!”  enquanto aproximava os quadris agitados pra perto do rapaz do pandeiro que imediatamente se benzeu com cara de espanto.

O grupo seguia brilhante emanando uma alegria que foi representada fielmente pelo percussionista de tranças no cabelo. Seus dentes compridos e brancos cintilavam o sorriso de orelha a orelha enquanto ele levantava o pó do chão com uma batucada compassadamente enérgica. Entre um ritmo e outro ele ensinava a menina do casaco rosa como acompanhar a batida da vez no tamborim. Os integrantes se revezavam entre sorrisos, suor, cerveja e instrumentos.

Os fregueses cativos se cumprimentavam a cada novo encontro. Os pais sacudiam as crianças. Um garçom insinuava um passinho ao passar com a bandeja. Os outros acompanhavam o ritmo do samba dando batidinhas no pescoço das garrafas. Já mais pro fim do que pro início, surgiu uma figura marcante. Ele usava um casaco antigo, calças largas e um tênis velho, era alto, negro, com um aspecto maltratado pela vida, barba desgrenhada e uma touca preta. Tinha anéis e pulseiras prateadas robustas. De um momento pro outro, pra minha surpresa, o grupo lhe oferece o microfone e pede três músicas.

Tirando olhares espantados de alguns do boteco, ele puxa “Amor amigo” e surpreende. Terminada sua participação, o grupo lança um samba entoando orixás, pondo fogo na “platéia” já agitada, que se aproxima em torno da mesa, agitando o corpo, sentindo a batida de candomblé vibrar dentro de si. Instante tão marcante quanto o momento que tocaram “Feitiço da Vila” sem que qualquer um deles entoasse a letra. Foi quase como sentir Noel “vagando na noite e vivendo na terra” pra cantar sua canção mais uma vez.

Interessante descobrir a proposta desse estabelecimento que atende como padaria, restaurante e veja só, boteco no fim do dia (com direito a samba ao vivo aos domingos). Eu que me perguntava porque essa região tão conhecida pela boemia, fica pra trás quando o assunto são as animadas e jovens noitadas, agora sinto minha dúvida sanada com um trecho da canção de Noel: “São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila… Isabel dá samba.”


Hoje é domingo

•25/07/2010 • 2 Comentários

(Acordei com esse trecho na cabeça – 1:49 em diante)

Hoje é domingo, pé de cachimbo, o cachimbo é de ouro e eu resolvi escrever. A manhã tá linda e só nesse momento percebi há quanto tempo eu não vejo o sol das 8, 9 horas.. Nem das 10 por assim dizer. Normalmente acordava às 6 e qualquer coisa e saía com o saudável atraso nosso (talvez só meu) de cada dia. Não olhava pros lados direito. Estava atrasada. Na maioria das vezes só voltava a ver a luz do dia no velho e conhecido horário de almoço corrido. E depois… só o rotineiro breu das 6 horas em diante.

Não. Eu não acordei cedo. Eu não dormi, na verdade. Coisas do meu sono descontroladamente perdido no tempo e espaço. O fato é que sinto os sinais de cansaço das 24 horas acordada batendo na porta, mas me recuso a dormir e perder mais uma manhã da minha vida. Queria eu não precisar dormir nunca e poder ver os primeiros raios de sol de todos os dias. Revigoram a mente e o espírito como poucas coisas conseguem.

As manhãs tem cheiro, temperatura… que são só delas… Quer saber?… Vou à praia. Agora.  Até mais ver.  ;-)


Mãe nasce em pé de planta?

•11/04/2010 • 3 Comentários

Foi no início da manhã. Mas eu ainda sinto o cheiro dela em mim. Cheiro de criança. Eu nunca fui uma pessoa muito carinhosa. Meus afagos são sem jeito, minha abordagem é timidamente idiota. Até pra uma criança de três, quatro, seis anos. Eu fico meio dura, claramente desconfortável. Não tenho aquela admiração com cada gesto do ninfetinho. Não consigo achar tudo fofinho. Não sou tomada de ternura quando uma delas se aproxima. Me sinto meio mal por isso. Como se estivesse errada. Fria demais. Eu pensei que com o nascimento do meu sobrinho eu aprenderia a ser mais amorosa. Mas meu amor se limitou a ele. E quanto amor! Não entendo até hoje de onde vem. Mas o fato é que parei por aí.

Agora guardo minhas expectativas pra quando a maternidade chegar. Quem sabe então? Uma das expectativas é viver não só a maternindade biologicamente falando, mas experimentá-la na sua essência e prática adotando uma criança. Acredito que adotar pode ser uma experiência tão única e enriquecedora, quanto ser mãe pelo modo tradicional.

Mas aí… eu estava lá. As crianças tão distraídas em suas próprias brincadeiras mas tão subconscientes de sua condição. E como surge um filho? Não é natural escolher um. Não é justo. Com ninguém. Idade, sexo, temperamento, aparência? É assim que nasce o amor de mãe?  Como ele nasce então? Você sequer aceita com facilidade uma criança de outra pessoa. E aquela remelenta, cabelo desgrenhado, pernas finas e barrigão? E se todas forem assim? É fácil parar na rua pra admirar a menininha nórdica que passou sorrindo. Mas e o menino triste do nariz escorrendo? É criança tanto quanto. E ainda precisa de mais afagos e sorrisos do que a nórdica. Você dá também?

Filhos vem de cegonhas e as mães de onde vem?

Eu que quando criança adoecia quando meus pais passavam algum tempo longe, sequer cheguei perto da decepção que é dar adeus  pra tanta gente diferente que vai embora e nunca mais volta. Eu ainda sinto o cheiro dela. Talvez sinta ainda por um tempo.

- Agora me dá um beijo!

- Tia, você vai embora?

- Sim…

Todo dia é dia de mãe.

•11/04/2010 • 1 Comentário

Pra você =)

E se um dia toda a sorte me faltasse e Deus me abandonasse, ainda assim eu creria em Sua existência. Só um ser com as Suas atribuiçoes seria capaz de criar outro ser tão divino quanto ele próprio. A minha mãe. E mais muitas outras por aí. É o amor mais puro, o que mais se doa. Em troca de nada. Simplesmente porque ver o bem do filho é sentir o mesmo bem.

Quem inventou o amor? Eu.

•19/02/2010 • Deixe um comentário

É preciso amar como se não se não fosse preciso retribuição.

Porque se você parar pra pensar, na verdade não há.

Essa noite eu tive um sonho: "A primavera" de monet


- E do que adianta D. Consciência?! Conhecer o amor da minha vida e não poder sair por aí gritando isso aos quatro ventos! É tão injusto!

Dizia Lisa.

- Lisa, vocês nunca estiveram juntos. Ele se entitula comprometido e nunca demonstrou o mesmo por você. É bem verdade que foi dele que inegavelmente partiu a iniciativa e a demonstração de interesse, diria até algum afeto. Mas não há nada de concreto. Realmente NADA.

- D. Consciência, isso não tem a ver com fatos e sim com o sobrenatural que nos cerca. Ele brilha quando me olha. A luz ofuscante vem refletida diretamente dos olhos semi cerrados e do sorriso discreto que se faz sol aos meus olhos. Sorriso maroto, de caninos afiados e lábios finos, tímidos, lisos, visivelmente macios e perfeitamente modelados. O calor que emana dele me atingindo em cheio é cegamente absorvido por mim. Um calor nunca d’antes sentido por esta que vos fala e por isso tão fervorosamente defendido. Sotaque cheio de erres melosamente vibrantes e últimas silabas pouco pronunciadas, a voz timbra feito veludo rouco, soa baixinha e descontraída como um assobio.

Se eu fosse tocada pela menor das retribuições, minhas pálpebras encharcariam e meus olhos se esvairiam em dilúvio. Me roubou  a disposição pra dormir, pra comer. Velar seu sono era mais apaziguador que qualquer livro de amor pro mais carente coração. Embalado previamente em meus pensamentos por canções adivinhas que já prediziam minha súbita paixão. O cheiro inebria, embriaga, arrebata, extasia, me eleva, me droga, me atrai viciosamente como a gravidade faz com seus desafiantes na Terra. Sem desejar nem por um segundo estar em outro lugar que não ali dentro de seu abraço fotográfico. Sua mínima reação a mim entontece, me tirando do eixo. Dá vertigem. Eu perco a voz. O coração pára chocado deixando a vida se esvair de mim, desnorteando minha consciência e volta segundos depois mais acelerado que nunca me trazendo à realidade inacreditável da sua existência.

É um amor desses de filme. Paixão intensa e pura de interesses demais pra receber denominação de nível menor que o próprio amor em si. Unilateral e único como o mais verdadeiro dos amores. A própria retribuição em si se torna desnecessária, visto que o que sinto já existe, independente disso. Sequer sinto vergonha de anunciá-lo, porque não é fraqueza, não é erro. Não me faz sofrer. No máximo se tornará lamentavelmente fugaz, caso meu amor próprio seja ameaçado. Amor cheio de percalços e vieses que espero no fim das contas nos mostrar o quanto fomos feitos pra vencê-los e acabarmos começando o que está claramente destinado a nós…

- Fosse eu acreditar com todas as minhas forças nisso, Lisa. É angustiante ser seu lado angustiado pela incerteza que a certeza da pouca probabilidade produz. Sou só a menor das vozes dentro de todo o seu imperativo, incontrolável, inesperado e imensurável amor. Mas é meu papel não deixar você voar tão alto, presa em balões de cordões tão frágeis. Apesar disso, não posso e não devo cortar seus cordões. Ninguém pode. O amor é seu e quem decide se é hora de senti-lo ou não é você. E enquanto você for feliz eu continuarei sendo só uma voz fraca no fundo da sua mente. Mas lembre-se: sou eu que mais torço pra que eu tenha motivos pra um dia me calar.

- Aprendi que pra ver o sol é preciso fechar os olhos e mirá-lo. Assim não se cega as vistas e se aproveita sua luz. Mas mesmo de olhos abertos eu consigo ver suas feições ensolaradas. Queira Deus, D. Consciência, que eu nunca esqueça sua voz, o sotaque, seu rosto e como suas expressões reagiam a mim. Queira Deus que eu nunca esqueça sua textura, perfume e principalmente… que eu nunca esqueça como a vida é quando ele encontra meu olhar, a ternura que habita em mim, afagando e queimando cada pensamento meu, tão intensamente, naquele momento tão sobrenatural. Queira Deus, que se um dia eu esquecer de tudo, eu lembre de nossa conversa e permita que o amor habite em mim mais uma vez.

“Dizem que a paixão vem com tudo, derrubando o que houver pela frente, tão intenso que não da pra medir e tão rápido que não da pra sentir, restando apenas saudade.”



 
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.